ESCOLA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
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Humanidade & Cidadania

Humanidade & Cidadania

Tema de 2017

Todos os anos a ENSG propõe um “tema” que será trabalhado por seus profissionais e alunos em sala de aula e nas diversas atividades extras que acontecem durante o ano letivo.

Pensando em assuntos atuais, importantes para o desenvolvimento das nossas crianças e jovens, o tema HUMANIDADE E CIDADANIA tem como principal objetivo incentivar os alunos a pensarem o que é ser um cidadão e quais são os nossos deveres para que a sociedade e o mundo seja um lugar melhor e principalmente mais justo.

A coordenadora, Márcia Tavares Nieman, explica que diversos itens devem ser discutidos. ‘Nós podemos trabalhar desde o conceito do que é um cidadão, seus diretos e deveres, até assuntos como o preconceito racial, igualdade entre os sexos, homofobia e ações que podemos ter para garantir um país melhor’, explica Márcia.

Durante todo o ano os alunos terão a oportunidade de aprender mais sobre o que nos torna um verdadeiro cidadão do mundo.

Márcia Tavares Nieman
Assistente de Direção da Escola Nossa Senhora das Graças

 

Palestra 27/9 às 20h na ENSG

Edgard Raoul

Descrição de suas atividades:

Edgard Raoul Gomes Neto é advogado, pesquisador na área de Direitos Humanos, idealizador do projeto “Hands On Human Rigths” e empreendedor, com histórico de engajamento em causas assistencialistas e humanitárias. É membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Grupo 11 da Amnesty International USA e voluntário oficial da Organização New York Cares. Possui bacharelado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e Curso de Introdução ao Kurmanji pela City University of New York.

Relativamente às causas assistencialistas e humanitárias, Edgard iniciou sua trajetória no ano de 2002, quando desenvolveu, junto aos seus colegas de escola, um projeto social que visava trocar os telhados de amianto, daquelas que vieram a ser conhecidas como “Escolas de Latas”, localizadas no bairro de Paraisópolis, em São Paulo.

Durante a sua vida universitária, participou da equipe do projeto “Mackenzie Voluntário”.

Em 2013, compôs a equipe de advogados voluntários que assegurava a proteção dos direitos humanos daqueles que participaram das manifestações que vieram a ser denominadas de “Manifestações de Junho de 2013”, ocorridas em São Paulo.

Em 2015, morou em NYC, tornando-se membro efetivo do Grupo 11 da Amnesty International e voluntário oficial da Organização New York Cares.

Ainda em 2015, idealizou o projeto “Hands On Human Rigths”, o qual teve início em novembro, na Turquia e na Grécia, visando salvaguardar os direitos humanos de refugiados advindos de países como Síria, Iraque, Afeganistão, Iran, Paquistão, Curdistão, Somália, Palestina, entre outros.

O projeto, idealizado em duas etapas, já se encontra no início da segunda fase de implementação. A primeira, já concluída, caracteriza-se pela disponibilização da sua força de trabalho, como voluntário independente, para auxílio de organizações locais e internacionais, instaladas em áreas de conflito com o propósito de dar suporte aos refugiados, auxiliando tais organizações também na constatação de violações aos direitos humanos dos mesmos e buscando evitar ou mitigar tais violações. Em sua segunda etapa, o projeto tem a pretensão de criar uma nova reflexão sobre o tema “Direitos Humanos” e os seus desdobramentos, destacando as ações dos países ocidentais nas áreas de conflito.

Edgard vem desenvolvendo esta etapa desde abril de 2016, quando palestrou no Jadal For Knowledge and Culture, em Aman, Jordânia. Depois seguiu para os Emirados Árabes Unidos, e foi convidado a compartilhar a sua experiência na American University of Sharjah. Suas exposições alcançaram diversas outras plataformas, como: o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (convite realizado pelo professor Boaventura de Souza Santos); APEB (Associação dos Pesquisadores Brasileiros em Coimbra); Universidade de Sorbone, em Paris; Partido Social Democrata, em Cologne, Alemanha; ONGs em Madri, Barcelona, Roma e Londres, entre outros canais.

No Brasil, Edgard compartilhou a sua experiência em diversas escolas e universidades: USP, Mackenzie, FMU, entre outras. Em novembro de 2016, a convite do Itamaraty e da Federação Muçulmana do Brasil, participou do encerramento do curso “Conhecendo o Islã”, realizado no Instituto Rio Branco, em Brasília.

Paralelamente a essas ações, protagonizou um curto documentário (produzido por uma organização holandesa), veiculado em oito episódios, quando traz ao conhecimento do público a real situação e desafios que os refugiados enfrentam dentro da Europa, além de entrevistas em diversos canais de comunicação nacionais e internacionais.

Em 2017, Edgard compôs, durante sete meses, a equipe estratégica e jurídica de uma ONG alemã, que tinha como objetivo prestar solidariedade à população síria, caminhando de Berlim até Alepo. Foi eleito coordenador internacional da ONG, além de performar como advogado durante a travessia dos participantes diante das dez diferentes fronteiras dentro da Europa.

Edgard também foi eleito o responsável jurídico da ONG diante das autoridades turcas, desenvolvendo assim, toda a estratégia e documentação para se iniciar o processo de registro da ONG no país. Por este motivo, morou durante três meses lá, representando assim, uma soma total de três mil participantes de cinquenta e duas diferentes nacionalidades.

Como parte do seu projeto, estudou na City University of New York, onde teve a oportunidade de aprender noções básicas da língua curda “Kurmanji” e de estudar a cultura e história do povo curdo.

Após ingressar na Faculdade de Direito, estagiou no Ministério Público Estadual de São Paulo – no gabinete do Procurador José Luiz Abrantes. Estagiou, também, no escritório Lacaz Martins, Halembeck, Pereira Neto, Gurevich & Schoueri.

Em janeiro de 2013, passou a integrar o quadro de advogados do escritório Aidar SBZ, inaugurando, desenvolvendo e coordenando um projeto imobiliário dentro da empresa American Tower Corporation do Brasil.

Como pesquisador, Edgard desenvolve estudos, principalmente na área de Direitos Humanos, tendo publicado, em março de 2015, o artigo “A dor da Gente não Sai no Jornal: Reflexões sobre os Limites entre os Direitos Fundamentais e exposição de Acusados pela Mídia”, em coautoria com Lia Cristina Pierson, no livro “Direitos Humanos: Perspectivas e Reflexões para o Século XXI”.

https://youtu.be/d_5feTps2fg